blog do Paulo Roberto Matos



PROJETO WEBQUEST

PROJETO WEBQUEST

Alunos do ensino médio

 

Introdução

 

Você seria capaz de reconhecer os benefícios que a pratica regular de uma atividade física pode nos proporcionar, em termos de saúde e melhoria da qualidade de vida? E os riscos? Você sabe quais os principais cuidados e precauções que devem ser tomados por um indivíduo fisicamente ativo?

Através desta aula, vamos procurar uma maneira de, não apenas entender mais sobre o assunto em questão, mais também de amadurecer em nossa consciência, um projeto que visará à conscientização de todos, em relação à necessidade da prática regular de uma atividade física e a mudanças no estilo de vida. Para isso precisaremos pesquisar os sites indicados aqui, e depois de nos fundamentarmos no tema, elaborar uma campanha, com o objetivo de combater o sedentarismo.



 Escrito por Paulo Matos às 13h23 [(0) Comente] [envie esta mensagem] []






Tarefa

 

            O que acontece com uma máquina (ou um equipamento), que, inventada para estar em constante movimento, por alguma circunstância permanece a maior parte do tempo parada, quase não se movimenta? Pesquise na internet e responda as seguintes questões:

 

1)      O que é sedentarismo?

2)      Quais as principais doenças combatidas pela prática regular de exercício físico?

3)      Como evitar ou deixar de ser sedentário?

4)      Quais as contra indicações ao realizarmos uma atividade física?

5)      Cite algumas recomendações para uma pessoa iniciante na prática de uma atividade física;

6)      Defina os termos:

a)      Atividade Física

b)      Saúde

 

Após este estudo, vamos começar a pensar em uma maneira de levar estas mensagens aos outros e conscientiza-los a respeito da importância para nossa saúde, de uma prática regular de uma atividade física. Vamos criar uma campanha em nossa escola, que terá como objetivo: o combate ao sedentarismo, e mudanças no estilo de vida.



 Escrito por Paulo Matos às 13h21 [(2) Vários Comentários] [envie esta mensagem] [






 

Processo

 

  • Os alunos deverão se dividir em grupos de cinco componentes;
  • Cada componente do grupo deverá assumir a sua responsabilidade no decorrer do processo;
  • Cada grupo irá elaborar a sua campanha, para que depois seja feita a apresentação dos trabalhos, e aja assim, uma interatividade entre as equipes;
  • A frase que servirá como título do projeto deverá ser elaborada com: poder de persuasão e convencimento, criatividade, e muita objetividade.       



 Escrito por Paulo Matos às 13h21 [(0) Comente] [envie esta mensagem] []






Fontes de informação

 

www.medicinadoesporte.com/Dicas.htm

http://educacaofisicaesaude.zip.net

Outros links relacionados na página acima.

 

Avaliação

 

            Este trabalho será avaliado de acordo os seguintes critérios:

 

ü      Criatividade;

ü      Originalidade;

ü      Participação efetiva, cooperação;

ü      Poder de persuasão;

ü      Respostas claras e objetivas.

 

Conclusão

 

            Estamos vivendo nos dias de hoje uma tremenda revolução em termos de mudanças de hábitos, em relação ao nosso estilo de vida. Os avanços científicos e tecnológicos, e o conforto proporcionado por eles, estão nos “empurrando” para uma condição indesejável de inatividade física e má alimentação. Partindo do princípio que nunca é tarde para começar, vamos dar o ponta-pé inicial; sabemos que a melhor maneira de ensinar, é através do exemplo, então vamos lá, bom trabalho. Divirtam-se!!!

 

Créditos

 

Blog do Paulo Roberto Matos:  http://educacaofisicaesaude.zip.net

 

           



 Escrito por Paulo Matos às 12h42 [] [envie esta mensagem] []






Como ajudar seu filho a praticar mais atividades físicas

Criança Ativa - CDC/ Amanda Mills

Como a atividade física pode ajudar meu filho?

Assim como adultos, as crianças devem praticar atividades físicas na maioria dos dias, ou mesmo diariamente. Especialistas sugerem pelo menos 60 minutos de atividades físicas diárias para a maioria das crianças. Andar de bicicleta, pular corda ou jogar bola são boas formas das crianças ficarem ativas. Os pais desempenham papel importante em ajudar seus filhos a se movimentarem

 

 

Como posso ajudar meu filho a praticar mais atividades físicas?

Seja um modelo para seu filho. Se ele o vir sendo fisicamente ativo e tendo prazer com isso, será mais provável que também queira praticar mais atividades físicas. 

Envolva toda a família em atividades como pedalar, jogar bola, dançar ou caminhar. Busque coisas divertidas. Vocês podem caminhar bastante em visitas ao zoológico ou a um parque. Coloque seu filho em atividades esportivas que ele goste.

 

 

Reduza o tempo parado em frente à TV ou computador

Ficar sentado por horas enquanto usa o computador ou assiste televisão pode reduzir o tempo que seu filho brinca praticando atividades físicas. Limite o tempo que o seu filho fica parado escutando música, vendo TV ou usando o computador. 

Dicas para isso incluem:
* Não use a TV como forma de recompensar seu filho.
* Programe uma noite de jogos com a família e desligue todos os aparelhos de TV e computadores.
* Façam as refeições juntos, como uma família. Não coma em frente à TV.
* Limite o tempo de televisão e a remova do quarto do seu filho.

O que devo fazer se meu filho estiver obeso ou com sobrepeso?

Crianças acima do peso têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos. Essas crianças podem desenvolver diabetes tipo 2 e outros problemas sérios de saúde. Problemas de peso também podem ocasionarestresse, tristeza, e baixa auto-estima em crianças.

Uma vez que as crianças crescem em taxas diferentes, nem sempre é fácil dizer se estão acima do peso. Por exemplo, é normal que meninos tenham um ganho rápido de peso e mais tarde ganhem altura. Peça ao pediatra para medir seu filho e dizer se ele está com o peso saudável para sua idade e sexo. Caso o pediatra diga que ele está acima do peso, você pode ajudá-lo.

 

 

Como ajudar meu filho acima do peso?

* Não coloque seu filho em dieta para emagrecer, a menos que o pediatra te oriente a isso. 

* Evite colocar limites severos sobre o que seu filho come. Isso pode interferir no seu crescimento. 

* Aceite e ame seu filho com qualquer peso. Isso melhorará sua auto-estima.

* Melhore a saúde de toda a família com hábitos de alimentação saudável e atividade física.

* Ajude seu filho e encontrar formas, que não sejam a comida, para compensar frustrações ou comemorar sucessos.

* Converse com seu pediatra se estiver preocupado com os hábitos alimentares do seu filho.

Lembre que os pais desempenham o papel mais importante na vida dos filhos. Você pode ajudar seu filho a aprender hábitos alimentares saudável que o acompanharão por toda a vida. 

Fonte : copacabanarunners




 Escrito por Paulo Matos às 12h33 [] [envie esta mensagem] []






HIPOGLICEMIA | Sintomas e tratamento

Hipoglicemia é o termo médico usado quando há uma redução dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Como a glicose é a principal fonte de energia do organismo, a ocorrência de hipoglicemia produz sinais e sintomas típicos, como fraqueza, suores, tremores e outros, que só desaparecem se o nível sanguíneo de glicose for corrigido.


Embora a maioria dos casos de hipoglicemia ocorra como efeito colateral do tratamento do diabetes, ela também pode surgir, raramente, em pacientes não diabéticos. Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a hipoglicemia:

  • O que é hipoglicemia.
  • Sintomas de hipoglicemia.
  • Causas de hipoglicemia em pacientes não diabéticos.
  • Hipoglicemia no diabetes mellitus.
  • Tratamento da hipoglicemia.

O que é hipoglicemia

Em pessoas saudáveis, a glicemia, ou seja, os níveis de glicose no sangue, são mantidos de forma mais ou menos estável através da ação de vários hormônios, sendo a insulina e o glucagon os principais. Para entendermos como surge a hipoglicemia, vamos resumir de forma bem simples os mecanismos fisiológicos de controle da glicose sanguínea.

Quando nos alimentamos, uma grande carga de glicose é absorvida nos intestinos. Esta glicose absorvida é lançada na corrente sanguínea, fazendo com que as suas concentrações  no sangue se elevem, o que provoca uma hiperglicemia transitória. Neste momento, o pâncreas aumenta a sua liberação de insulina, hormônio necessário para que a glicose consiga ser utilizada pelas células do organismo. A insulina provoca a redução da glicemia por duas vias principais: por permitir o consumo da glicose pelas células e por estimular o armazenamento de glicose dentro fígado, na forma de glicogênio.

De forma oposta, quando ficamos muito tempo sem nos alimentar,  os níveis de glicose no sangue se reduzem progressivamente, conforme as células vão consumindo açúcar para gerar energia. Para evitar a ocorrência da hipoglicemia, o pâncreas passa a liberar o glucagon, um hormônio que tem ação antagônica à insulina. O glucagon age estimulando a liberação de glicose pelo fígado, seja pela utilização do glicogênio armazenado  ou pela produção direta de glicose dentro do próprio fígado, um processo chamado de gliconeogênese. O glucagon também é capaz de utilizar nossas reservas de gordura e transformá-la em glicose (o glicerol, presente nos lipídeos, é muito usado na gliconeogênese).

Em pessoas normais, a hipoglicemia é um evento muito raro, pois mesmo quando ficamos muitas horas em jejum, o organismo é capaz de mobilizar nossas reservas de glicogênio e gordura de forma a fornecer quantidades suficientes de açúcar para o sangue. Um indivíduo é capaz de ficar vários dias sem comer e ainda assim não desenvolver hipoglicemia, caso tenha reservas suficientes.

Portanto, resumindo, a insulina é o hormônio que age normalizando a glicemia quando esta está elevada (hiperglicemia), enquanto que o glucagon é o hormônio que age para normalizar a glicemia quando está baixa (hipoglicemia).

Os valores normais de glicose no sangue quando estamos em jejum costumam ficar entre 70 e 100 mg/dl. Consideramos hipoglicemia níveis de glicose sanguínea abaixo de 60 mg/dl (alguns autores usam 70 mg/dl como limite).

Quando nos alimentamos, a taxa de açúcar no sangue pode se elevar um pouquinho, até que a insulina consiga trazê-la de volta para os níveis normais. Portanto, hiperglicemias transitórias são normais logo após a alimentação. Em pessoas sem diabetes mellitus, esse valor de glicemia após uma refeição, chamada de glicemia pós-prandial, não costuma ultrapassar os 140 mg/dl (leia: DIABETES MELLITUS | Diagnóstico e hemoglobina glicosilada).

Ao contrário da hiperglicemia, que é um evento que pode ocorrer transitoriamente logo após as refeições, a hipoglicemia, em pessoas saudáveis, não é um evento normal. Isso porque, habitualmente, não existem situações que provoquem rápida queda da concentração de açúcar no sangue, o que permite ao glucagon exercer seus efeitos anti-hipoglicemiantes antes da glicemia ficar mais baixa que 70 ou 60 mg/dl. Nos pacientes com diabetes, a história é bem diferente, como veremos mais à frente.

Sintomas de hipoglicemia

Na grande maioria dos casos, os sintomas de hipoglicemia só surgem quando o valor da glicemia desce abaixo de 60 mg/dl. Como a glicose é o principal combustível do nosso corpo, quando os seus níveis sanguíneos ficam baixos, sentimos sinais e sintomas típicos, que são decorrentes não só do sofrimento celular, principalmente dos neurônios, por falta de energia, mas também da reação do sistema nervoso à queda dos valores de glicose no sangue. Vamos explicar as duas situações.

hipoglicemia

Sintomas adrenérgicos da hipoglicemia

Quando os níveis de açúcar no sangue tornam-se perigosamente baixos, além do estímulo à produção de glucagon, o cérebro sob estresse metabólico também provoca uma elevação da adrenalina, que é um hormônio que além de inibir a insulina, também estimula a liberação das reservas de glicose do fígado. A presença de níveis elevados de adrenalina, glucagon e alguns outros hormônios contrarreguladores no sangue são os responsáveis pelos sintomas adrenérgicos da hipoglicemia, também chamados de sintomas neurogênicos da hipoglicemia.

Entre os sinais e sintomas mais comuns, podemos citar:

- Suores.
- Tremores.
- Nervosismo.
- Calor.
- Fome.
- Taquicardia (coração acelerado).
- Dormência nos lábios ou membros.
- Dor de cabeça.

Os sintomas neurogênicos da hipoglicemia geralmente surgem quando a glicemia fica abaixo de 60 mg/dl. Alguns pacientes mais sensíveis podem ter sintomas leves com glicemias abaixo de 70 mg/dl.

Leia o texto original no site MD.Saúde: http://www.mdsaude.com/2013/10/hipoglicemia.html#ixzz2lTiu0WNS 




 Escrito por Paulo Matos às 12h22 [] [envie esta mensagem] []






sedentarismo

 

O que é o sedentarismo?

O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais. Segundo um trabalho realizado com ex-alunos da Universidade de Harvard, o gasto calórico semanal define se o indivíduo é sedentário ou ativo. Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas.


Quais são as conseqüências do sedentarismo?

A vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos.


Quais as doenças associadas à vida sedentária?

O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças. Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo sedentário se expõe. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.


Como deixar de ser sedentário?

Para atingir o mínimo de atividade física semanal, existem várias propostas que podem ser adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um:

  • Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida. Recomenda-se a realização de exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana;
  • Exercer as atividades físicas necessárias à vida cotidiana de maneira consciente.


Quais são as alternativas às atividades físicas esportivas?

A vida nos grandes centros urbanos com a sua automatização progressiva, além de induzir o indivíduo a gastar menos energia, geralmente impõe grandes dificuldades para ele encontrar tempo e locais disponíveis para a prática das atividades físicas espontâneas. A própria falta de segurança urbana acaba sendo um obstáculo para quem pretende fazer atividades físicas. Diante dessas limitações, tornar-se ativo pode ser uma tarefa mais difícil, porém não de todo impossível.

As alternativas disponíveis muitas vezes estão ao alcance do cidadão porém passam desapercebidas.

Aumentar o gasto calórico semanal pode se tornar possível, simplesmente reagindo aos confortos da vida moderna. Subir 2 ou 3 andares de escada ao chegar em casa ou no trabalho, dispensar o interfone e o controle remoto, estacionar o automóvel intencionalmente num local mais distante, dispensar a escada rolante no shopping-center, são algumas alternativas que podem compor uma mudança de hábitos.

Segundo trabalhos científicos recentes, praticar atividades físicas por um período mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados, é a dose suficiente para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.

 



 Escrito por Paulo Matos às 21h51 [] [envie esta mensagem] []






MANIFESTO A FAVOR DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA

 

 

Não há Educação sem Educação Física"  
MANIFESTO A  FAVOR DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA



Defender a presença da disciplina Educação Física na Educação Básica, como parte integrante e insubstituível do Projeto Pedagógico da Escola é o objetivo deste Manifesto.

Alertar as autoridades educacionais brasileiras para as iniciativas que, por falta de medidas saneadoras, reduzem o tempo e o número de sessões destinados a Educação Física, substituindo este componente curricular por práticas alternativas, realizadas fora do ambiente escolar, sem a presença e orientação do Professor, é também função deste Manifesto.
Não permitir que a Escola e os seus dirigentes se eximam das suas responsabilidades educacionais e sociais, desrespeitem as diretrizes da Educação Brasileira e precarizem a função de Professor, é o que a comunidade brasileira da Educação Física exige neste Manifesto.

O Estado não pode assistir passivo ao aumento do abismo entre as classes mais favorecidas de usufruírem espaços próprios para as oportunidades a prática de atividades físicas, e a maioria da população brasileira que tem como única alternativa as oportunidades oferecidas pela Escola Pública.    

Urge, assim, efetivar no cotidiano escolar os princípios emanados da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/96) para assegurar que as crianças atendidas por todo o Sistema de Educação Nacional recebam a necessária atenção em relação à educação integral a qual têm direito. Também é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um observando a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional. (Art. 217 da Constituição Federal).

É inquestionável que a Educação Física, pelas suas possibilidades de potencializar aspectos importantes e insubstituíveis do desenvolvimento humano, consubstanciados na dimensão psicomotora e nos domínios cognitivos e sociais dos seres humanos, deve estar em todos os níveis escolares, estar integrada ao projeto pedagógico da escola, constituir-se uma estratégia educacional privilegiada para a conquista de um estilo de vida ativo e se realizar de modo a garantir oportunidades para que todos os estudantes se desenvolvam como cidadãos, sem qualquer tipo de discriminação ou privilégio.

Garantir a vivência da Educação Física, de forma segura e inclusiva, utilizando-a como instrumento do processo de desenvolvimento integral e de formação da cidadania é objetivo da Educação. Uma Educação que se orienta na perspectiva de provocar transformações pessoais e sociais, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e para uma melhor qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.

Fomentar e possibilitar vivências motoras diversificadas aos estudantes das escolas brasileiras, pautadas nas diretrizes curriculares nacionais e orientadas por Profissionais qualificados, igualmente concorrerá para a diminuição da delinqüência e da violência entre os jovens, além de reduzir os recursos públicos destinados a combater doenças. Ao lado da Educação Física, o Esporte Educacional também deve ser orientado no sentido de fomentar uma cultura esportiva para um estilo de vida ativo, para o lazer e a fruição, solidificando hábitos inerentes a essas práticas como fatores de bem estar, de paz e de cooperativismo.

Este Manifesto chama a atenção dos governos e da sociedade para a necessidade de:
• Implementar políticas para a Educação Física como um direito de todas as crianças;
• Reconhecer que a qualidade da Educação e da Educação Física depende de professores qualificados e remunerados dignamente;
• Reconhecer que a Educação Física necessita de ambiente físico e equipamentos de qualidade e em quantidade suficiente para atender a todos os estudantes;
• Reconhecer a importância e as especificidades da Educação Física na educação, na saúde e no apoio e interação comunitária;
• Reconhecer que a ausência da componente curricular Educação Física ou a sua substituição, no Projeto Pedagógico da Escola implica prejuízos irrecuperáveis para a formação dos estudantes;
• Reconhecer que a falta de oportunidades e condições para a prática de atividades físicas sistematizadas é um problema de

Cidadania que se traduz em aumento dos problemas de saúde da população brasileira.
Por tudo isso, este Manifesto expressa a nossa responsabilidade com o Brasil de hoje e do futuro, com a educação de qualidade como direito social, com a Educação Física como parte integrante e indissociável da Educação e da Saúde, com a formação de qualidade das nossas crianças e jovens, os cidadãos e cidadãs que irão conduzir os destinos do nosso País.

fonte: http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/1777/manifesto-a-favor-da-educacao-fisica-na-escola

 



 Escrito por Paulo Matos às 11h23 [] [envie esta mensagem] []






 

Exercícios físicos fazem cérebro ficar mais sensível à saciedade

Fonte: Jornal de Uberaba.com.br



Exercícios físicos – com um bom acompanhamento e uma rotina adequada – fazem bem para a saúde, e isso é incontestável. Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, aponta mais um benefício: além de ajudar a queimar as calorias, os exercícios físicos também aumentam a sensibilidade dos neurônios envolvidos no controle da saciedade, o que contribui para a redução do consumo alimentar e, consequentemente, para a perda de peso.

A pesquisa, publicada no periódico PLoS Biology, é mais um fator para que pessoas com problema com o próprio peso, ou que estejam desenvolvendo obesidade, se engajem em uma rotina fixa de exercícios. De acordo com os pesquisadores, liderados por José Barreto Carvalheira, a obesidade é um fenômeno epidemiológico preocupante. Mudanças nos hábitos alimentares e um estilo de vida sedentário são pontos cruciais para o desenvolvimento da condição. Como se sabe, o consumo excessivo de gordura e comidas altamente calóricas (como aquelas com muito açúcar) pode modificar a sensibilidade do cérebro – especialmente na região chamada de hipotálamo – para o controle da saciedade. Essa “falha de comunicação” leva ao consumo quase incontrolável de alimentos e como consequência da ingestão calórica excessiva, somada ao fato de não se gastar toda essa energia, há aumento do peso, o que pode levar à obesidade.

O estudo de Carvalheira – financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – demonstrou que a prática de exercícios em modelos animais que haviam desenvolvido obesidade restaurou a sensibilidade à saciedade nos neurônios do hipotálamo. Esses animais passaram a consumir menos comida e, paralelamente, começaram a perder peso.

“Nos animais obesos, os exercícios aumentaram os níveis de proteínas produzidas no hipotálamo (as chamadas IL-6 e IL-10). Essas moléculas são cruciais para o aumento da sensibilidade dos neurônios a hormônios como a insulina e a leptina, que controlam o apetite”, explica Carvalheira. Assim, além do gasto calórico produzido pelas rotinas de exercício, a diminuição da fome se deu pelo melhor funcionamento do cérebro, que passou a modular melhor os sinais de saciedade recebidos do estômago.

Até agora a atividade física era vista como um complemento ao tratamento da obesidade. Agora, ao entender melhor como esse tipo de atividade propicia benefícios diretos para a condição, o paradigma anterior pode ser reconsiderado pelos profissionais de saúde, que atendem os indivíduos que estão se recuperando da obesidade.

 



 Escrito por Paulo Matos às 15h35 [] [envie esta mensagem] []






Obesidade

Obesidade

 

 

Dra. Jane Feldman

Definir obesidade é, muitas vezes, uma tarefa difícil. Existem situações em que qualquer um olha para um indivíduo e afirma que ele é obeso. No entanto, existem casos onde tal afirmação é extremamente duvidosa. Nesses casos pode-se lançar mão de exames mais sofisticados, como abio-impedanciometria e a densidade corporal para definir melhor a percentagem de tecido adiposo do indivíduo. Pessoas bonitas, de acordo com o modelo de beleza aceito por nossa sociedade, ditado principalmente pelos meios de comunicação, são aquelas altas e magras. Cleópatra e Mona Lisa, entre outras, aceitas em sua época como modelos de beleza eram, no mínimo, cheinhas. Mas, estética à parte, o grande problema é que a obesidade aumenta o risco para uma série de patologias, como doenças articulares, distúrbios lipídicos, hipertensão arterial e diabetes. Estas por sua vez aumentam os riscos de mortalidade por doenças cardiovasculares, principalmente. Esses dados são tão significativos que, em muitos países, o custo do seguro de vida é maior para pessoas obesas. Mas o que faz com que algumas pessoas fiquem obesas? Certamente existe uma interação entre fatores genéticos, metabólicos, psicológicos e culturais.

Abordar o tema genética é complicado. Não resta dúvida de que existem famílias de grandes obesos e nesses casos fica difícil descartar erro alimentar coletivo, que é importante, principalmente nos primeiros anos de vida. Gêmeos criados separadamente e que, muitas vezes nem sabiam da existência do outro, costumam apresentar o mesmo padrão de distribuição de gordura. A distribuição de gordura costuma obedecer a um padrão familiar, em algumas famílias a gordura pode se concentrar mais em quadris e membros inferiores, enquanto em outras pode ter uma distribuição mais difusa. Estudos em animais demonstram a presença de uma obesidade genética, como é o caso dos ratos Ob./Ob. Em humanos, começam a sair os primeiros trabalhos isolando genes associados à obesidade humana.

A maioria dos casos de obesidade humana não apresenta alterações hormonais. No entanto, muitos distúrbios endócrinos, como por exemplo hipotireoidismo e síndrome de Cushing, costumam associar-se à obesidade. É sempre importante pesquisar a sua presença, porque requerem tratamento específico.

Fatores psicológicos são de grande importância tanto na etiologia como no tratamento da obesidade. A hiperalimentação pode representar um distúrbio da dinâmica familiar. Pais podem super alimentar seus filhos, como uma compensação para culpas ou como uma manifestação distorcida de amor. A hiperfagia (excesso de fome) pode ocorrer como uma resposta a situações de stress, seja no trabalho ou no lar. Podendo servir como uma proteção em situações de difícil interação social, conflitos sexuais e exposição à possibilidade de falência em relações interpessoais. Pessoas magras em geral comem quando sentem fome. Já as obesas respondem a uma série de estímulos como horário, odores, etc. Um outro fator que gostaríamos de destacar é a visão errônea, mas que ainda prevalece em muitos ambientes, de que obesidade, principalmente em crianças, é sinal de saúde e prosperidade.

Finalmente, um distúrbio alimentar mais grave é a bulimia, que já é uma alteração mais séria e requer tratamento especializado. Nossa cultura, altamente consumista, influencia a ingestão excessiva de vários alimentos supérfluos, como balas, bolachas, salgadinhos, etc. Em geral agraciamos nossas visitas com jantares quase suntuosos ou pelo menos um cafezinho com bolo. Clientes de firmas importantes são levados a tratar de negócios em restaurantes finos e assim por diante. Todo paciente obeso deve, antes de iniciar qualquer tratamento sério, passar por um exame clínico completo, eventualmente complementado por alguns exames laboratoriais, para que possa assegurar-se de não ser portador de doenças que se acompanhem de obesidade. O tratamento da obesidade simples baseia-se no tripé dieta, exercício físico e estabilidade emocional.

Um dos grandes problemas de quem faz regime é que as dietas são extremamente restritas e enjoativas. Após alguns meses de tratamento, muitos indivíduos ficam desmotivados, cansados de suas dietas e acabam cedendo às pressões psicológicas e sociais para que comam mais, colocando a perder todo o trabalho feito até então. No entanto, alimentos pobres em calorias também podem ser saborosos. Existem no mercado vários livros contendo receitas de baixas calorias, que ajudam a diminuir o sacrifício desse período de regime. Essas receitas, no entanto, não são isentas de calorias. Elas têm menos calorias do que os alimentos que as pessoas da nossa sociedade consomem no dia a dia e portanto devem ser ingeridas com moderação.

Finalmente, gostaríamos de tecer alguns comentários sobre o tratamento medicamentoso da obesidade. Evidentemente, se após passar por uma consulta, o médico concluir que o paciente padece de uma obesidade secundária a um distúrbio hormonal, ele certamente indicará o tratamento adequado a essa situação.

Por outro lado, se não for constatado um distúrbio, pode-se fazer uso de medicamentos anorexígenos, que inibem o apetite, ou de medicamentos que estimulam o centro da saciedade, cujo representante mais conhecido é a dexfenfluramina, que vem sendo muito mencionada na imprensa leiga nos últimos meses.

Existem muitas controvérsias sobre o uso desses medicamentos. Há aqueles que são frontalmente contrários a seu uso e aqueles que preconizam a sua utilização pela vida afora, em grandes obesos. Acho que como tudo na vida, aqui deve imperar o bom senso. Esses medicamentos apresentam alguns efeitos colaterais que, no entanto, podem não ser significativos em alguns pacientes que poderiam se beneficiar muito de seu uso. Sua indicação deve ser avaliada individualmente frente a cada caso.

 

Dra. jane Feldman
Endocrinologista - São Paulo/SP



 Escrito por Paulo Matos às 16h38 [] [envie esta mensagem] []






Obesidade. Uma doença freqüente e antiga.

 

 

Obesidade. Uma doença freqüente e antiga.

 

Uma pessoa é considerada obesa quando possui peso 10% a 20% maior do que o peso médio ideal para o sexo e altura.

Todo peso a mais é supérfluo e prejudicial, pois aumenta o risco de doenças como diabetespressão arterial e artrite.

Na maioria dos obesos, o aumento da gordura tem origem no desequilíbrio entre a alimentação e exercício físico. Pelo menos 30% dos casos de obesidade têm um fator genético associado: a famosa tendência a engordar, mas pode haver uma razão clínica para o aumento do peso. Por isso, deve ser tratada com orientação do médico, e como uma questão estética e de saúde.

A obesidade é o resultado do balanço do que se come e o que se gasta de energia então, além da orientação do médico, depende na verdade, de um grande esforço pessoal. Ou diminuem-se a quantidade, sem alterar a qualidade da comida e aumenta-se os gastos energéticos ou ambos. Obedecendo as dietas e os exercícios físicos, o peso diminui gradualmente e de acordo com o rítimo de cada um.

Os medicamentos quando usados devem ser recomendados sempre por um médico e usados como auxiliares e não como a base do tratamento. Na maioria dos casos os médicos receitam moderadores do apetite, reduzindo sua dose aos poucos até que o organismo passe a funcionar por si só. Diuréticos não devem ser usados, pois, gordura não é água e não sai na urina; a discreta perda de peso no uso desses medicamentos se deve a desidratação do organismo, e conseqüentemente perde-se sais essenciais à saúde. Fórmulas mágicas não existem, por isso tome muito cuidado no uso de medicamentos para emagrecer, principalmente aqueles naturais ou recomendados por um amigo.

Os exercícios recomendados são: a natação, a caminhada, a bicicleta (ergométrica ou não), de preferência diários e constantes. A cirurgia Plástica pode ser necessária para corrigir deformidade ou gorduras localizadas (lipoaspiração). São poucas as pessoas que podem se dedicar exclusivamente ao culto do corpo ideal, mas uma dieta balanceada e exercícios físicos praticados regularmente são normas básicas de saúde e bem estar, devendo ser iniciados na infância.


 

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe



 Escrito por Paulo Matos às 16h36 [] [envie esta mensagem] []






CONTINUAÇÃO - PARTE II

 


Qualidade de vida

    Recentemente, a relação atividade física e saúde vem sendo gradualmente substituída pelo enfoque da qualidade de vida, o qual tem sido incorporado ao discurso da Educação Física e das Ciências do Esporte. Tem, na relação positiva estabelecida entre atividade física e melhores padrões de qualidade de vida, sua maior expressão.

    Observa-se, nos eventos científicos, nacionais e internacionais, realizados nos últimos anos, a ênfase dada a esta relação. Muitas são as declarações documentadas neste sentido.

    O Simpósio Internacional de Ciências do esporte realizado em São Paulo em outubro de 1998, promovido pelo CELAFISCS com o tema Atividade Física : passaporte para a saúde, privilegiou em seu programa oficial a relação saúde/atividade física/qualidade de vida destacando os seus aspectos funcionais e anatomo-funcionais.

    Os resumos e conferências publicadas nos anais do Congresso Mundial da AIESEP realizado no Rio de Janeiro, em janeiro de 1997, cujo tema oficial foi aAtividade Física na perspectiva da cultura e da Qualidade de Vida, destacam a relação da qualidade de vida com fatores morfo-fisiológicos da atividade física.

    No I Congresso Centro-Oeste de Educação Física, Esporte e Lazer, realizado em setembro de 1999, na cidade de Brasília, promovido pelas instituições de ensino superior em Educação Física da região Centro-Oeste, o tema da atividade física e saúde representou 20% dos trabalhos publicados nos anais. A temática da atividade física e qualidade de vida foi objeto de discussão em conferências e mesas redondas. Também neste evento observa-se a ênfase dada aos aspectos biofisiológicos da relação atividade física/saúde/qualidade de vida.

    Vários autores e entidades ligados à Educação Física ratificam este entendimento.

    Katch & McArdle (1996) preconizam a prática de exercícios físicos regulares como fator determinante no aumento da expectativa de vida das pessoas.

    A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (1999), em posicionamento oficial, sustenta que a saúde e qualidade de vida do homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular de atividade física.

    Matsudo & Matsudo (1999, 2000), reiteram a prescrição de atividade física enquanto fator de prevenção de doença e melhoria da qualidade de vida.

    Lima (1999) afirma que a Atividade Física tem, cada vez mais, representado um fator de Qualidade de Vida dos seres humanos, possibilitando-lhes uma maior produtividade e melhor bem-estar.

    Guedes & Guedes (1995) reconhecem as vantagens da prática de atividade física regular na melhoria da qualidade de vida.

    Nahas (1997) admite a relação entre a atividade física e qualidade de vida. Citando Blair (1993) & Pate (1995), o autor identifica, nas sociedades industrializadas, a atividade física enquanto fator de qualidade de vida, quer seja em termos gerais, quer seja relacionada à saúde.

    Silva (1999), ao distinguir a qualidade de vida em sentido geral (aplicada ao indivíduo saudável) da qualidade de vida relacionada à saúde (aplicada ao indivíduo sabidamente doente) vincula à prática de atividade física à obtenção e preservação da qualidade de vida.

    Dantas (1999), buscando responder em que medida a atividade física proporcionaria uma desejável qualidade de vida, sugere que programas de atividade física bem organizados podem suprir as diversas necessidades individuais, multiplicando as oportunidades de se obter prazer e, consequentemente , otimizar a qualidade de vida.

    Lopes & Altertjum (1999) escrevem que a prática da caminhada contribui para a promoção da saúde de forma preventiva e consciente. Vêem na atividade física um importante instrumento de busca de melhor qualidade de vida.

    O “Manifesto de São Paulo para a promoção de Atividades Físicas nas Américas” - publicado na Revista Brasileira Ciência e Movimento (jan/2000) - destaca a necessidade de inclusão da prática de atividade física no cotidiano das pessoas de modo a promover estilos de vida saudáveis rumo a melhoria da qualidade de vida.

    Fora dos círculos acadêmicos, os meios de comunicação constantemente veiculam informações a respeito da necessidade de o homem contemporâneo melhorar sua qualidade de vida por meio da adoção de hábitos mais saudáveis em seu cotidiano.

    Neste contexto, a Federação Internacional de Educação Física - FIEP, elaborou o “Manifesto Mundial de Educação Física - 2000”, o qual representa um importante acontecimento na história da Educação Física pois pretende reunir em um único documento as propostas e discussões efetivadas, no âmbito desta entidade, no decorrer do século XX..

    O manifesto expressa os ideais contemporâneos de valorização da vida ativa, ou seja, ratifica a relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida e prioriza o combate ao sedentarismo como objetivo da Educação Física (formal e não formal) por meio da educação para a saúde e para o lazer ativo de forma continuada.


Novos olhares sobre a relação Atividade Física e Saúde

    Diferentes visões acerca da atividade física, da qualidade de vida e da saúde foram acima apresentadas. Correspondem a visões bastante disseminadas e aceitas no domínio da Educação Física. Em comum, nestas análises, encontramos o acentuado viés biológico que as marca e as caracteriza. Este, historicamente, tem sido a base da formação do profissional de Educação Física.

    Segundo compreendemos, a questão não nos parece suficientemente resolvida deste ponto de vista. A relação entre atividade física e saúde envolve uma multiplicidade de questões. Resolvê-la exclusivamente pelo paradigma naturalista é desconhecer a complexidade do tema. O ser humano não pode ser reduzido à dimensão biológica pois é fruto de um processo e de relações sociais bem mais amplas e abrangentes.

    Neste contexto, as Ciências Sociais oferecem importante contribuição para o debate ao conceber o homem segundo uma lógica distinta daquela estritamente bio-fisiológica. No entender dessas ciências, a realidade não é um dado unívoco, mas uma construção social, que varia segundo a história, as diferentes estruturas e os diferentes processos sociais.

    Na perspectiva naturalista, pouca atenção tem sido dada aos interesses políticos e econômicos associados à saúde, à aptidão física e aos estilos de vida ativa. Esta visão assumiu uma postura eminentemente individualista e biologicista no qual elaborou-se o conceito de vida fisicamente ativa independentemente de uma análise cultural, econômica e política, desconsiderando as contradições estruturais que limitam as oportunidades de diferentes grupos sociais.


Lecturas: Educación Física y Deportes · http://www.efdeportes.com · Año 8 · Nº 52  

 



 Escrito por Paulo Matos às 13h47 [] [envie esta mensagem] []






RELAÇÃO ENTRE ATIVIDADE FÍSICA, QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE PARTE I

 

 

Introdução

    Historicamente, a Educação Física tem priorizado e enfatizado a dimensão bio-fisiológica. Entretanto, a partir da década de 80, a presença de outros ramos do saber, especialmente das Ciências Humanas tem participado deste debate. Novas questões, advindas da percepção da complexidade das ações humanas, tem sido trazidas por este outro campo científico. Passa-se a estudar a Educação Física em uma visão mais ampla, priorizando a multidisciplinariedade, onde o homem, cada vez mais, deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico para ser concebido segundo uma visão mais abrangente, onde se considera os processos sociais, históricos e culturais.

    Este ensaio pretende inserir-se nesta discussão. Seu objetivo é contribuir para o debate, de uma forma introdutória, levantando questões sobre o papel das relações sociais no universo da atividade física.

    O trabalho está estruturado em duas partes. Na primeira, buscamos apresentar a visão que, historicamente, tem legitimado a relação entre a atividade física, saúde e qualidade de vida da perspectiva das ciências biológicas. Na segunda parte, com o objetivo de trazer novos elementos para o debate, lançamos um olhar social, cultural e histórico sobre o tema.


O paradigma do Estilo de Vida Ativa

“Paradigmas são as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.”
(Kuhn, 1997)

    A par das evidências de que o homem contemporâneo utiliza-se cada vez menos de suas potencialidades corporais e de que o baixo nível de atividade física é fator decisivo no desenvolvimento de doenças degenerativas sustenta-se a hipótese da necessidade de se promoverem mudanças no seu estilo de vida, levando-o a incorporar a prática de atividades físicas ao seu cotidiano. Nessa perspectiva, o interesse em conceitos como “ATIVIDADE FÍSICA”, “ESTILO DE VIDA” e “QUALIDADE DE VIDA” vem adquirindo relevância, ensejando a produção de trabalhos científicos vários e constituindo um movimento no sentido de valorizar ações voltadas para a determinação e operacionalização de variáveis que possam contribuir para a melhoria do bem-estar do indivíduo por meio do incremento do nível de atividade física habitual da população.

    Da análise às justificativas presentes nas propostas de implementação de programas de promoção da saúde e qualidade de vida por meio do incremento da atividade física, depreende-se que o principal argumento teórico utilizado está fundamentado no paradigma contemporâneo do estilo de Vida Ativa.

    Tal estilo tem sido apontado, por vários setores da comunidade científica, como um dos fatores mais importantes na elaboração das propostas de promoção de saúde e da qualidade de vida da população. Este entendimento fundamenta-se em pressupostos elaborados dentro de um referencial teórico que associa o estilo de vida saudável ao hábito da prática de atividades físicas e, consequentemente, a melhores padrões de saúde e qualidade de vida. Este referencial toma a forma de um paradigma na medida em que constitui o modelo contemporâneo no qual se fundamentam a maioria dos estudos envolvendo a relação positiva entre atividade física, saúde, estilo de vida e qualidade de vida. Identifica-se, neste paradigma, a interação das dimensões da promoção da saúde, da qualidade de vida e da atividade física dentro de um movimento denominado aqui de Movimento Vida Ativa, o qual vem sendo desencadeado no âmbito da Educação Física e Ciências do Esporte, cujo eixo epistemológico centra-se no incremento do nível de atividade física habitual da população em geral.

    O pressuposto sustenta a necessidade de se proporcionar um maior conhecimento, por parte da população, sobre os benefícios da atividade física e de se aumentar o seu envolvimento com atividades que resultem em gasto energético acima do repouso, tornando os indivíduos mais ativos.

    Neste cenário, entende-se que o incremento do nível de atividade física constitui um fator fundamental de melhoria da saúde pública.


Atividade Física & Saúde

    Uma tendência dominante no campo da Educação Física estabelece uma relação entre a prática da atividade física e a conduta saudável. A fisiologia do exercício nos mostra inúmeros estudos sustentando esta tese.

    Nesta linha, Matsudo & Matsudo (2000) afirmam que os principais benefícios à saúde advindos da prática de atividade física referem-se aos aspectos antropométricos, neuromusculares, metabólicos e psicológicos. Os efeitos metabólicos apontados pelos autores são o aumento do volume sistólico; o aumento da potência aeróbica; o aumento da ventilação pulmonar; a melhora do perfil lipídico; a diminuição da pressão arterial; a melhora da sensibilidade à insulina e a diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo. Com relação aos efeitos antropométricos e neuromusculares ocorre, segundo os autores, a diminuição da gordura corporal, o incremento da força e da massa muscular, da densidade óssea e da flexibilidade.

    E, na dimensão psicológica, afirmam que a atividade física atua na melhoria da auto-estima, do auto conceito, da imagem corporal, das funções cognitivas e de socialização, na diminuição do estresse e da ansiedade e na diminuição do consumo de medicamentos. Guedes & Guedes (1995), por sua vez, afirmam que a prática de exercícios físicos habituais, além de promover a saúde, influencia na reabilitação de determinadas patologias associadas ao aumento dos índices de morbidade e da mortalidade. Defendem a inter-relação entre a atividade física, aptidão física e saúde, as quais se influenciam reciprocamente. Segundo eles, a prática da atividade física influencia e é influenciada pelos índices de aptidão física, as quais determinam e são determinados pelo estado de saúde.

    Para a melhor compreensão deste modelo definem as variáveis que o compõem:

  • Atividade Física é definida, segundo Caspersen (1985) como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resulta em gasto energético maior do que os níveis de repouso.

  • Saúde, de acordo com Bouchard (1990), é definida como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, cada uma caracterizada por um continuum com pólos positivos e negativos. A saúde positiva estaria associada à capacidade de apreciar a vida e resistir aos desafios do cotidiano e a saúde negativa associaria-se à morbidade e, no extremo, à mortalidade.

  • Para a Aptidão física, adotam a definição de Bouchard et al.(1990): um estado dinâmico de energia e vitalidade que permita a cada um, funcionando no pico de sua capacidade intelectual, realizar as tarefas do cotidiano, ocupar ativamente as horas de lazer, enfrentar emergências imprevistas sem fadiga excessiva, sentir uma alegria de viver e evitar o aparecimento das disfunções hipocinéticas.

    Nesta definição distinguem a aptidão física relacionada à saúde da aptidão física relacionada à capacidade esportiva. A primeira reúne os aspectos bio-fisiológicos responsáveis pela promoção da saúde; a segunda refere-se aos aspectos promotores do rendimento esportivo.

    O modelo em questão vem orientando grande parte dos estudos cujo enfoque é a relação entre a atividade física e saúde na perspectiva da aptidão física e saúde (Barbanti,1991; Böhme,1994; Nahas et al.,1995; Freitas Júnior,1995; Petroski,1997; Lopes, 1997; Ribeiro,1998; Fechio,1998; Glaner,1998; Zago et al.,2000).

    Para Marques (1999), esta perspectiva contemporânea de relacionar aptidão física à saúde representa um estado multifacetado de bem-estar resultante da participação na atividade física. Supera a tradicional perspectiva do “fitness”, preconizada nos anos 70 e 80 - centrada no desenvolvimento da capacidade cardiorrespiratória - e procura inter-relacionar as variáveis associadas à promoção da saúde. Remete, pois, segundo Neto (1999) a um novo conceito de exercício saudável, no qual os benefícios ao organismo derivariam do aumento do metabolismo (da maior produção de energia diariamente) promovido pela prática de atividades moderadas e agradáveis.

    Conforme Neto (1999), o aumento em 15 % da produção diária de calorias - cerca de 30 minutos de atividades físicas moderadas - pode fazer com que indivíduos sedentários passem a fazer parte do grupo de pessoas consideradas ativas, diminuindo, assim, suas chances de desenvolverem moléstias associadas à vida pouco ativa.

    Entidades ligadas à Educação Física e às Ciências do Esporte como a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Conselho Internacional de Ciências do Esporte e Educação Física (ICSSPE), o Centro de Controle e Prevenção de Doença - USA (CDC), o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM), a Federação Internacional de Medicina Esportiva (FIMS), a Associação Americana de Cardiologia e o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS) preconizam que sessões de trinta minutos de atividades físicas por dia, na maior parte dos dias da semana, desenvolvidas continuamente ou mesmo em períodos cumulativos de 10 a 15 minutos, em intensidade moderada, já são suficientes para a promoção da saúde (Matsudo,1999). Nesta mesma direção, encontram-se numerosos trabalhos de abordagem epidemiológica assegurando que o baixo nível de atividade física intervém decisivamente nos processos de desenvolvimento de doenças degenerativas (Powell et al., 1985).

    Dentre os estudos mais expressivos envolvendo esta linha de pesquisa, tem-se o estudo de Paffenbarger (1993). Analisando ex-alunos da Universidade de Harvard, o autor observou que a prática de atividade física está relacionada a menores índices de mortalidade. Comparando indivíduos ativos e moderadamente ativos com indivíduos menos ativos, verificou que a expectativa de vida é maior para aqueles cujo nível de atividade física é mais elevado. Com relação ao risco de morte por doenças cardiovasculares, respiratórias e por câncer, o estudo sugere uma relação inversa deste com o nível de atividade física .

    Estudos experimentais sugerem que a prática de atividades de intensidade moderada atua na redução de taxas de mortalidade e de risco de desenvolvimento de doenças degenerativas como as enfermidades cardiovasculares, hipertensão, osteoporose, diabetes, enfermidades respiratórias, dentre outras. São relatados, ainda, efeitos positivos da atividade física no processo de envelhecimento, no aumento da longevidade, no controle da obesidade e em alguns tipos de câncer (Powell et al.,1985; Gonsalves,1996; Matsudo & Matsudo,2000).

    Destas constatações infere-se que a realização sistemática de atividades corporais é fator determinante na promoção da saúde e da qualidade de vida.

 



 



 Escrito por Paulo Matos às 13h46 [] [envie esta mensagem] []






Ginástica Laboral - Ponto de vista


Ginástica Laboral - Ponto de vista

Ginástica Laboral é a atividade física orientada, praticada durante o horário do expediente, visando benefícios pessoais no trabalho. Tem como objetivo minimizar os impactos negativos oriundos do sedentarismo na vida e na saúde do trabalhador.

A ginástica Laboral traz grandes benefícios para as empresas, motivo pelo qual essa atividade física é estimulada e implementada por diversas organizações.

 Os impactos negativos do trabalho podem ocorrer em diversas esferas, tais como problemas físicos, psicológicos ou sociais. Mais diretamente, a prática de exercícios físicos gera benefícios físicos para o trabalhador. 
Os benefícios psicológicos (estresse, poder
de concentração) ou sociais (espírito de equipe, confiança) também são bastante citados em estudos diversos.

Benefícios para a empresa:

Diminuir os problemas de saúde no trabalhador é sinônimo de aumento de produtividade na empresa.

Essa afirmativa se verifica de diversas formas, mas os principais pontos notados são a diminuição na ocorrência de faltas ao trabalho por motivos médicos e também a diminuição dos acidentes de trabalho.

Portanto, se por um lado o fator de sofrimento humano é significativamente reduzido, por outro lado a empresa é beneficiada ao promover programas orientados de Ginástica Laboral.

Há estatísticas citando um retorno de 3 a 5 vezes sobre a verba aplicada por uma empresa em um programa de ginástica e hábitos de saúde, considerando faltas, encargos sociais e outros fatores relacionados à saúde, afetando a produtividade da empresa.

Benefícios físicos para o trabalhador:

Os benefícios dependem diretamente do tipo de trabalho realizado. A maioria dos exercícios tenta diminuir o efeito da solicitação constante a que é submetido um trabalhador ao executar determinada tarefa, seja ela uma tarefa física ou não.

Desse modo trabalhadores que utilizam de seus músculos para manejar instrumentos, ferramentas ou produtos podem ser beneficiados por um programa de atividades para trabalhadores braçais. Por exemplo, trabalhadores em uma linha de montagem de uma fábrica necessitam de exercícios específicos para os grupos musculares utilizados para que não ocorra lesão muscular por superutilização, similar, por exemplo, à lesão de um atleta ao final de uma competição extrema. Afinal, a jornada de trabalho pode durar até mais de 10 horas, às vezes...

Por outro lado, trabalhadores administrativos como digitadores, secretárias, atendentes, etc. são acometidos de problemas posturais, musculares ou visuais. Assim, um bom programa de atividades para trabalhadores administrativos ajudará a diminuir lesões por tais fatores.

Exemplos de atividades para trabalhadores braçais:

Os problemas vividos por este grupo de trabalhadores podem estar relacionados com a intensidade da força que exercem, ou ainda com a posição em que são obrigados a trabalhar. Em ambos os casos, um Professor de Educação Física pode avaliar as solicitações físicas e

prescrever atividades para compensá-las. Por exemplo, trabalhadores que são obrigados a suportar o peso de uma peça com um braço enquanto apertam um parafuso com a outra mão devem executar atividades que aliviem periodicamente as tensões envolvidas sob o risco de aparecerem lesões musculares ou posturais.

Exemplos de atividades para trabalhadores administrativos:

Independentemente da atividade exercida, esses trabalhadores têm alguns fatores em comum: trabalham sem se movimentar (parados ou em pé) por muito tempo, muitas vezes submetidos a cobranças e estresse. Exemplos de problemas decorrentes de tal ambiente são: problemas de postura, tendinites, pressão alta, etc.

Algumas funções podem ter ainda outros agravantes, como digitadores ou programadores, que utilizam demasiadamente determinados músculos do braço e mão para trabalhar.

Em primeiro lugar, é recomendável parar por alguns minutos pelo menos a cada duas horas de trabalho e executar alguns alongamentos para grandes grupos musculares como ombros, tronco e pernas. Isso combate a má postura e evita formigamentos por problemas circulatórios.

Movimentos como elevação do ombro, sua projeção para frente e para trás ajudam. Para o pescoço, flexione-o para frente e para trás, também de um lado para o outro e por fim um grande movimento circular da cabeça (circundução).

Para o tronco, espreguice-se (flexão para trás), dobre-se (flexão para frente) e incline-se flexionando lateralmente. Faça os movimentos gentil e lentamente.

Em relação às pernas, utilize as escadas sempre que se locomover por alguns andares, promovendo uma melhor circulação. Além dos benefícios cardiovasculares, promovidos até mesmo em pequenas distâncias, você estará aumentando seu gasto calórico, importante fator na manutenção da saúde.

Para funções específicas há exercícios específicos. Se você trabalha ou passa muito tempo diante de um computador, por exemplo, deve realizar uma pausa periódica para olhar e focalizar objetos distantes, aliviando a visão. Também deve realizar exercícios de alongamento para as mãos e antebraços, evitando sobrecarga por digitação ou utilização do mouse:

Estenda o braço à frente, deixando a mão relaxadamente caída para baixo. Com a outra mão, puxe gentilmente os dedos para baixo na direção do seu quadril, com as costas da mão voltadas para a tela do computador, por 20 a 30 segundos, para alongar a musculatura posterior de seu antebraço.

Puxe a mão relaxada agora para cima, em direção à sua cabeça e com a palma da mão voltada para a tela do computador, para alongar a musculatura anterior da mão e antebraço. Repita, realizando os mesmos exercícios para o outro braço.

Pergunte a um Professor de Educação Física (um personal trainer, ou em sua academia, ou na escola de seu filho) sobre quais as atividades mais importantes que você pode realizar em seu ambiente de trabalho. Os profissionais estão sempre dispostos a ajudá-lo a ter uma vida mais saudável.

Escrito para o Saúde em Movimento por:
Sérgio H. F. de Carvalho
Mande um e-mail
Instituto de Ciências da Saúde
Universidade Paulista - UNIP



 Escrito por Paulo Matos às 16h14 [] [envie esta mensagem] []






Benefícios da Atividade Física - Na hipertensão Arterial


Benefícios da Atividade Física - Na hipertensão Arterial

 

Os benefícios da atividade física no controle da pressão arterial acontecem por diversos fatores diretos e indiretos da atividade física no organismo:

Alterações cardiovasculares:

Diminuição da freqüência cardíaca de repouso, debito cardíaco no repouso, resistência periférica e volume plasmático;
Aumento da densidade capilar.

Alterações endócrinas e metabólicas:

Diminuição da gordura corporal;
Diminuição dos níveis de insulina;
Diminuição na atividade do sistema nervoso simpático;
Aumento da sensibilidade a insulina;
Melhora da tolerância a glicose.

Composição corporal:

Efeito diurético (nos exercícios em meio líquido);
Aumento da massa muscular;
Aumento da força muscular.

Comportamento:

Diminuição do stress;
Diminuição da ansiedade.



 Escrito por Paulo Matos às 13h13 [] [envie esta mensagem] []






Bem-Estar

20/09/2010 • Bem-Estar

Bom exercício proporciona bom sono

Fonte: Hypescience.com

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Quem sofre com insônia sabe como é desgastante: mesmo depois de um dia cheio de trabalho e concentração, você volta para casa, toma um banho, janta, vai para a cama e… não consegue dormir! Rola de um lado para o outro nos lençois, sem pegar no sono. A resposta para esse problema, segundo a Universidade do Noroeste (Evanston, Illinois, EUA) está em uma simples mudança na própria rotina: a inclusão de exercícios aeróbicos regulares.

A medida é especialmente eficaz para adultos de meia-idade, que geralmente buscam a solução para a insônia em remédios fortes, que têm possíveis efeitos colaterais e em alguns casos acabam nem mesmo resolvendo o problema. Ou, resolvem de maneira não muito saudável. Como a insônia aumenta com o passar da idade, essa é uma preocupação constante na vida de quem sofre com o distúrbio.

Os pesquisadores de Illinois fizeram testes com pacientes que relatavam problemas na hora de dormir. Existia uma teoria, ainda sem experimentação, que relacionava exercício aeróbico com o sono. Para chegar a conclusões concretas, os estudiosos observaram 23 adultos sedentários, todos com mais de 55 anos de idade e com reclamações de insônia.

Durante 16 semanas, os avaliados participaram de sessões de exercícios que variavam entre 20 e 40 minutos, e incluíam caminhadas, corridas na esteira e na bicicleta ergométrica. Em paralelo, outro grupo de idade e condições físicas semelhantes participou de atividades não-aeróbicas durante estas mesmas 16 semanas, tais como cursos de culinária ou círculos de literatura, ou seja: continuavam sedentários.

Ao compararem os resultados, acharam o que estavam procurando: o grupo que se exercitou no período de análise apresentou melhora acentuada na qualidade e na duração do sono. Os motivos são explicados de maneira breve por um dos médicos envolvidos na pesquisa: “exercícios aeróbicos são bons para o metabolismo, para o controle de peso, para a saúde cardiovascular, fatores que só colaboram para uma melhor qualidade do sono”. Assim, se você tem problemas para dormir, a solução pode estar antes em seus próprios hábitos do que em uma receita médica.



 Escrito por Paulo Matos às 13h06 [] [envie esta mensagem] []






História da Copa do Mundo de Futebol
De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol. 

A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA ( Federation International Football Association).

A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.

Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.

O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.

Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.

Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França.

Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0.

Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5 a 3 nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1 a 1.

Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será realizada no continente africano. A África do Sul será a sede do evento.

Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil.



 Escrito por Paulo Matos às 17h25 [] [envie esta mensagem] []






Confira no site http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/ , portal educacional do estado do Paraná, vários temas relacionados a educação física. Visite e se informe.



 Escrito por Paulo Matos às 17h18 [] [envie esta mensagem] []




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